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ALMANAQUE POPULAR DO MINHO

Editado pelo Círculo de Operário (L.O.C.), o Almanaque popular do Minho de 1945 “nasceu de um sonho nobre de humildes trabalhadores, como avezinha pequena, mas que, como ela, quer voar muito alto”, tal como se diz na apresentação.
Muitos são, hoje, os motivos de interesse deste almanaque. As páginas com os anúncios, os números telefónicos, as farmácias, os estabelecimentos de ensino, os serviços de saúde, os serviços da administração civil, os bancos, as carreiras de “caminhetas”e os respectivos horários ajudam-nos a conhecer Braga em 1945, num ano em que, finda a II Guerra Mundial, surgia uma singular interrogação, colocada nas páginas iniciais desta publicação: “Começa o novo dia, levanta-se das ruínas um novo mundo?”
Esta publicação permite-nos ficar a saber também quem eram, em 1945, para o Círculo Católico de Operários (L.O.C.), as figuras de Braga que mereciam destaque.
O Almanaque popular do Minho, que ia no oitavo ano de edição, incluía ainda, por exemplo, elementos práticos, como “conselhos sobre o que fazer para eliminar o mau cheiro das capoeiras, pombas ou gaiolas”, os preços do serviço postal ou de telegrafia e os impostos a pagar; ou reflexões e propostas como as que dizem respeito à condição operária.

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